Sem exageros, podemos dizer que o lançamento do Viagra, em 1998, foi um divisor de águas para a sexualidade masculina —indiretamente, para a feminina também, já que melhorou a qualidade de vida e o vínculo de vários casais.
Diferentemente dos métodos anteriores, todos invasivos, o medicamento desenvolvido pela empresa farmacêutica Pfizer tem a sildenafila como princípio ativo para aumentar o nível de circulação sanguínea no pênis, ajudando a eliminar —pelo menos, momentaneamente— o fantasma da disfunção erétil.
Já nas primeiras pesquisas clínicas, o Viagra causou revolução: graças aos estudos, foi possível entender melhor como funcionava a fisiologia da ereção, o que ajudou a tratar diferentes tipos de disfunção sexual masculina.
O aspecto mais interessante, porém, ocorreu sob o ponto de vista comportamental: o Viagra acabou com o paradigma de que existe uma idade "limite" para o homem manter-se sexualmente ativo.
Hoje, há vários similares no mercado. E, desde a quebra da patente, em 2013, versões genéricas também podem ser encontradas nas prateleiras das farmácias. O que varia de um para o outro são o tempo de absorção e a duração, antes de ser eliminado pelo organismo.
No entanto, apesar de revolucionário e benéfico, trata-se de um medicamento e, portanto, merece cuidado e atenção.
Não é para todo mundo
O Viagra é recomendado apenas para homens maiores de 18 anos que sofram de disfunção erétil e não é indicado para mulheres.
Existem efeitos colaterais
Os mais comuns são dores de cabeça, náuseas, ondas de calor e tontura, mas a maioria dos homens não sente nenhum problema.
Não basta engolir o comprimido para o pênis ficar ereto
Viagra não é afrodisíaco, mas apenas um facilitador. Se o cara não tiver um estímulo sexual, uma erotização, o remédio não vai funcionar.
A ereção não é instantânea
Para o medicamento ter efeito, precisa cair na corrente sanguínea. E isso demora de 30 minutos a uma hora, de preferência de barriga vazia. Não precisa de jejum absoluto, mas com o estômago vazio o Viagra não vai 'competir' com os alimentos na hora da absorção. Dessa forma, a ação pode ser mais rápida, assim como a eficiência de ação.
O pênis continua duro depois de o homem gozar?
Mito. Se houve orgasmo, ejaculação e o estímulo erótico foi interrompido, ele vai amolecer. Os efeitos passam em até três horas, em média. Casos de priapismo, em que o pênis não abaixa de jeito nenhum, devem ser levados à emergência médica. Em geral, são resultados de abusos, como o caso do britânico que ingeriu 35 comprimidos de Viagra em 2015 e ficou com o pênis ereto durante cinco dias.
Toda disfunção erétil merece atenção
Não adianta o sujeito comprar o Viagra para resolver o sintoma da falta de ereção se o problema é causado por doenças como diabetes, obesidade, cardiopatias, males circulatórios, hipertensão arterial e até mesmo fibroses (cicatrizes) internas no pênis —nesse caso, aliás, o remédio dificilmente surtirá efeito.
Precisa de orientação médica
Embora seja comercializado sem necessidade de receita, ninguém deveria experimentar esse tipo de medicamento sem orientação médica.
Homens com problemas cardíacos não devem tomar
Os medicamentos para doenças do coração, em geral, contêm nitratos (isordil, monocordil e sustrate, por exemplo), substâncias incompatíveis com qualquer inibidor da fosfodiesterase-5, enzima presente no pênis. Há o risco de a pressão do paciente abaixar demais. E se já existe uma obstrução coronariana, o perigo é de que o homem tenha um infarto.
Fonte: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2024/07/17/o-que-as-pessoas-ainda-precisam-saber-sobre-o-viagra.htm

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